sexta-feira, 30 de março de 2012


James Cameron chega ao fundo da fossa das Marianas

James cameron thumbs up
Foto: Mark Thiessen/National Geographic
Por Christina Reed
A jornada, a missão bem-sucedida e a promessa de futuros mergulhos são motivos de sobra para qualquer aventureiro comemorar a façanha desta semana. O cineasta e explorador marinho James Cameron regressou de uma viagem à Fossa das Marianas, o ponto mais profundo da Terra, em um submarino projetado especialmente para o desafio, o Deepsea Challenger.
Às 5:15 a.m. da segunda-feira, horário local, descalço e espremido dentro do pequeno submersível, Cameron proferiu as palavras “soltem, soltem” à equipe de lançamento, que removeu os ganchos de sustentação e lançou o submarino ao mar. Cameron então assumiu o controle do Deepsea Challenger e iniciou uma descida vertiginosa, a uma velocidade de cerca de 3 nós, até o fundo da Depressão Challenger, a 10.980 metros de profundidade.
Durante a descida, ele enviou à superfície leituras de cada trecho por meio de um sistema de comunicação especial. Os números aumentavam gradativamente à medida que ele submergia nas águas abissais do Oceano Pacífico. Seu amigo Paul Allen, co-fundador da Microsoft, tuitou as leituras de profundidade enviadas ao seu iate, o Octopus.
VER: O naufrágio do Concordia
Duas horas e 36 minutos depois, Cameron chegou a um lugar só avistado por olhos humanos em 23 de janeiro de 1960, quando o capitão Don Walsh, então tenente da Marinha americana, e o oceanógrafo suíço Jacques Piccard visitaram o abismo a bordo do batiscafo Trieste. Desde então, fomos à lua e voltamos. Cameron tuitou:
“Acabo de chegar ao ponto mais profundo do oceano. Nunca foi tão bom chegar ao fundo. Mal posso esperar para compartilhar o que estou vendo com vocês” - @DeepChallenge
Inicialmente, Cameron deveria permanecer no fundo durante seis horas para explorar o leito de sedimentos em busca de sinais de vida. No entanto, um vazamento no braço hidráulico do submarino o obrigou a voltar em pouco mais de três horas, segundo informações da National Geographic, co-patrocinador da expedição Deepsea Challenge.
Walsh e Piccard passaram apenas 20 minutos no fundo devido a uma rachadura na janela de plástico da escotilha, que ligava a esfera de observação onde estavam à câmara de saída. Essa câmera havia sido inundada com água para reduzir a flutuabilidade durante a descida e seria bombeada com ar no retorno à superfície. A janela aguentou a pressão, mas o Trieste nunca mais voltou às regiões abissais – e nenhum outro ser humano voltou a fazê-lo, até a façanha de Cameron.
Para voltar à superfície, o cineasta se livrou de mais de 450 quilos de lastro de metal, uma manobra empregada pelo submersível U.S. Alvin para controlar a flutuabilidade, mas utilizada só em emergências nos submersíveis russos Mir. O Deepsea Challenger veio à tona como um foguete, avançando em linha reta em cerca de 70 minutos. Segundo Cameron descreveu, “foi uma viagem sensacional”.
Amante de desafios, Cameron retornou à superfície pronto para consertar o vazamento e se preparar para o próximo mergulho. "O mais importante é termos um veículo que mostrou ser uma plataforma resistente: chegamos lá em segurança, as luzes e as câmeras funcionaram, e esperamos que a parte hidráulica também funcione na próxima vez”, declarou.




ASTRÔNOMOS DESCOBREM GALÁXIA ESMERALDA A 70 MILHÕES DE ANOS-LUZ

30 de março de 2012

Astrônomos descobrem Galáxia Esmeralda a 70 milhões de anos-luz
Uma equipe de astrônomos da Universidade Tecnológica de Swinburne, na Austrália, anunciou a descoberta da "Galáxia Esmeralda", uma galáxia anã localizada a 70 milhões de anos-luz da Terra. Ela recebeu este nome por causa de sua forma, considerada rara e cujo formato intriga os pesquisadores. A galáxia foi visualizada pelo telescópio japonês Subaru.

Segundo Aleister Graham, autor do artigo publicado no “The Astrophysical Journal”, esta galáxia não se parece com nenhuma das milhares já observadas até hoje. Geralmente, as galáxias são classificadas em três grupos, de acordo com o seu formato: as esféricas (forma de disco), as volumosas e as irregulares.

Uma galáxia como a Esmeralda, segundo Graham, simplesmente "não deveria existir". Mas de acordo com os pesquisadores, ela seria resultado de uma colisão entre duas galáxias.

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quinta-feira, 29 de março de 2012


GORILAS ESTARIAM MAIS PRÓXIMOS GENETICAMENTE AO HOMEM DO QUE SE PENSAVA

17 de março de 2012

Gorilas estariam mais próximos geneticamente ao homem do que se pensava
Um estudo publicado pela revista Nature mostrou que o gorila teria uma maior proximidade genética do homem do que era pensado. De acordo com o estudo que envolveu mais de 70 pesquisadores de 20 laboratórios, sob a coordenação do Welcome Trust Institute do Reino Unido, os gorilas compartilham 98% do genoma humano -  os chimpanzés compartilham 99%, enquanto que os orangotangos, 96%. 

Estes resultados foram surpreendentes entre os pesquisadores de genética, já que até agora se acreditava que o chimpanzé e o orangotango eram os mais próximos aos humanos e que, através deles, seria possível investigar o passado evolutivo e atual genética humana. 

Depois de uma exaustiva comparação do material genético dos grandes primatas, os cientistas chegaram à conclusão de que os humanos compartilhariam com o gorila algumas características muito importantes, como a evolução de genes auditivos associados à linguagem. Além disso, um terço do genoma do gorila está mais próximo evolutivamente ao do homem e ao do chimpanzé, do que os genomas do homem e do chimpanzé se aproximam entre si.

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Nature

ESTUDO SUGERE QUE ÁGUA SERIA A CAUSA DA POSTURA RETORCIDA DE FÓSSEIS DE DINOSSAUROS

19 de março de 2012

Estudo sugere que água seria a causa da postura retorcida de fósseis de dinossauros
Há muito tempo os cientistas tentam encontrar uma razão para as estranhas posições em que alguns fósseis de dinossauros são encontrados. Desde a década de 1920, os paleontólogos discutem por qual motivo alguns deles estão com a cabeça dobrada para o lado ou para trás e com postura contorcida. Alguns pesquisadores teorizaram que correntes de água poderiam ter deslocado ossos que estavam em formação, ou que aconteceram contrações musculares após a morte que poderiam deixá-los com a cabeça bastante curvada para trás. Também não está descarta algum tipo de morte dolorosa que poderia resultar nestas fossilizações.

Um artigo publicado pelo periódico “Palaeobiodiversity and Palaeoenvironments”, da Universidade de Basel, na Suíça, no entanto, lança uma nova teoria sobre o que poderia ter ocorrido. Tudo partiu de uma experiência científica em casa, realizada pelos pesquisadores Achim G. Reisdorf e Michael Wuttke. Eles mergulharam pescoços de frango frescos em água e repararam que, imediatamente, os pescoços dobraram 90 graus para trás. Após três meses na água, a curvatura já era de 140 graus para trás. Estes resultados foram verificados na Universidade Brigham Young por um paleontólogo Brooks B. Britt e pela estudante de graduação Alicia Cutler.

Para testar se as contrações musculares poderiam ser a causa das estranhas posições destes fósseis, os dois grupos de pesquisadores tiraram a pele e o músculo das aves e chegaram ao mesmo resultado. Eles só evitaram a curvatura dos pescoços na água quando cortaram os ligamentos entre as vértebras.

Essa hipótese da água, porém, não elimina todas as dúvidas em relação ao assunto, já que alguns pesquisadores lembram que contorções semelhantes da coluna e pescoço acontecem quando animais modernos são asfixiados, passam fome e sofrem algum tipo de envenenamento ou lesões cerebrais. Além disso, de acordo com outros cientistas, o estudo não explica como foram encontrados mamíferos fossilizados nestas mesmas posições, já que estes animais têm uma anatomia dos ligamentos do pescoço e coluna diferente das aves.


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CIENTISTAS ESTÃO CONSTRUINDO RELÓGIO ATÔMICO COM PRECISÃO 100 VEZES SUPERIOR

20 de março de 2012

Cientistas estão construindo relógio atômico com precisão 100 vezes superior
O Instituto Tecnológico da Geórgia, nos Estados Unidos, anunciou que uma equipe internacional de cientistas está construindo um relógio atômico com margem de imprecisão de um décimo de segundo em 14 bilhões de anos. Este relógio teria uma precisão 100 vezes superior à dos atuais relógios atômicos, de acordo com um artigo publicado na revista "Physical Review Letters". Este relógio pode ser útil para tipos de comunicações confidenciais e para o estudo de teorias da física. Outra coisa é que poderia aumentar a precisão do sistema GPS.

A precisão dos relógios atômicos são possíveis por causa das oscilações dos elétrons nos átomos induzidas por raio laser. Contudo, estes elétrons podem afetar os campos magnéticos e elétricos. Por conta disso, estes relógios atômicos às vezes sofrem um desvio de aproximadamente quatro segundos durante a existência do universo.

Um dos problemas destes relógios, porém, é a necessidade de mantê-los sob temperaturas muito baixas (-273°C). Para isso, ele são submetidos a um arrefecimento a laser, o que gera outra questão, já que a luz do laser também é usada para criar as oscilações que marcam a passagem do tempo.

Para resolver isso, de acordo com o artigo, os pesquisadores incluem um único íon de tório 232 com o íon de tório 229,  usados na marcação do tempo. Cada um deles recebe uma frequência de onda diferente. Os cientistas esfriaram o íon mais pesado, e isso diminuiu a temperatura do "íon relógio" sem atrapalhar suas oscilações.

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Neutrinos não rompem a velocidade da luz, aponta novo teste

NEUTRINOS NÃO ROMPEM A VELOCIDADE DA LUZ, APONTA NOVO TESTE

21 de março de 2012

Um novo experimento sugere que os neutrinos – que aparentemente poderiam viajar mais rápido do que a velocidade da luz – na realidade permanecem no limite universal da velocidade, como estabelece a Lei da Relatividade de Albert Einstein.

O Experimento Ícaro, realizado no laboratório de Gran Sasso (Itália), contrariou o polêmico trabalho do Experimento Ópera, realizado em setembro do ano passado, que defendia que estas partículas chamadas neutrinos poderiam viajar mais rápido que a velocidade de luz. De acordo com os dados do Opera, os neutrinos percorreram os 730 quilômetros que separam o Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern), na Suíça, de Gran Sasso, na Itália, 60 nanossegundos - 60 bilionésimos de segundo - mais rápido do que a velocidade da luz. O resultado causou grande alvoroço na comunidade científica, já que isso mexeria com os pilares da física moderna.

Contudo, estes novos resultados do Ícaro reforçam, como muitos advertiram, que o cálculo do Ópera ocorreu graças a um erro de medição. A razão do erro ainda não foi comprovada, embora circule a hipótese de que houve uma fiação defeituosa.


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Cern

UNIVERSIDADE VAI DISPONIBILIZAR DOCUMENTOS DE EINSTEIN ONLINE

22 de março de 2012

Universidade vai disponibilizar documentos de Einstein online
A Universidade Hebraica de Jerusalém vai lançar um arquivo digital com todos os registros da obra do cientista Albert Einstein, desde textos pessoais a pesquisas científicas. Até agora, o projeto conta com sete mil páginas carregadas na internet, classificadas em diferentes áreas: trabalho científico, vida pública, vida pessoal, Universidade Hebraica e povo judeu.

Estima-se que até o final deste ano cerca de 80 mil documentos produzidos por Einstein, sobre sua vida e carreira estão na internet. A tarefa de disponibilizar esse material online é desenvolvida pela Universidade de Princeton, o Einstein Papers Projetc, o Instituto Tecnológico da Califórnia e a Universidade Hebraica, instituição fundada por Einstein.

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Einstein Archives Online

ENGENHEIROS ESPANHÓIS PRODUZEM LÂMPADA "ETERNA”

23 de março de 2012

Engenheiros espanhóis produzem lâmpada
Após uma década de testes e pesquisas, um grupo de engenheiros espanhóis, liderados pelo empresário Benito Muros, da companhia OEP Electrics, em Barcelona, conseguiu desenvolver uma lâmpada sem data de validade. Segundo o empresário, esta lâmpada eléctrica de tecnologia LED pode durar mais de cem anos, além de ser ecológica, já que não gera resíduos e permite economizar até 92% de energia.

O desenvolvimento desta invenção foi inspirado na famosa lâmpada do corpo de bombeiros de Livermore, Califórnia, acesa há 111 anos sem interrupção e que consta no Guinness, o livro dos recordes. Segundo explicam os engenheiros, a chave para sua prolongada duração (dado que foi levado em consideração para a criação da nova LED eterna) é a utilização de ferro sem carbono em seus componentes eletrônicos.

Com esta lâmpada, Benito Muros tentar mudar a ideia comum no mercado da "obsolescência planejada", lógica segundo a qual os produtos são fabricados com o objetivo de ficarem obsoletos em um curto tempo, criando-se assim uma necessidade de consumo cada vez maior.

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CIENTISTAS ANUNCIAM PROJETO PARA CLONAR MAMUTE

24 de março de 2012

Cientistas anunciam projeto para clonar mamute
Cientistas da Rússia e da Coreia do Sul anunciaram um projeto em conjunto para realizar a clonagem de um mamute congelado durante 10 mil anos. A previsão é que o trabalho esteja concluído em seis anos. O espécime desse animal já extinto foi encontrado em Yakutia, na Sibéria, e dele será extraído o material genético que será inserido nas células de uma elefanta.

Os pesquisadores explicam que executar este processo é viável, já que é possível encontrar células e tecidos em boas condições no sangue, na pele e nos ossos.

O trabalho de clonagem do mamute será realizado em conjunto pelo Instituto de Ecologia Aplicada, da Sibéria, pela Universidade Federal Nordeste da Rússia e pela Fundação de Pesquisa Biotécnica de Seul, onde o cientista Hwang Woo-suk realiza suas pesquisas. Ele tornou-se famoso por ter obtido clonado um cão em 2005.

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Prensa Latina

Novo cálculo aponta que 2010 foi o ano mais quente da história

NOVO CÁLCULO APONTA QUE 2010 FOI O ANO MAIS QUENTE DA HISTÓRIA

26 de março de 2012

Embora as medições consideradas até o atual momento indicassem que o ano mais quente da história teria sido o de 1998, uma atualização dos dados mostrou que, na realidade, 2010 registrou as temperaturas mais altas que se tem registro até então.

A mudança aconteceu, segundo o artigo publicado pela revista Journal of Geophysical Research, por conta das alterações que os especialistas fizeram no HadCRUT, o arquivo global de registro de temperaturas de 1850 até hoje.

Foram adicionadas novas e mais completas medições no Ártico, a região com menos dados disponíveis até o momento. Além disso, também foram incorporadas novas tecnologias para medir a temperatura da superfície do mar, o modificou todos os cálculos anteriores.

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Met Office
BBC
El Nacional

ESTUDANTES PREPARAM CARRO PARA RODAR 1,2 MIL/KM POR LITRO

Estudantes preparam carro para rodar 1,2 mil/km por litro
27 de março de 2012

Estudantes da Universidade Politécnica da Califórnia, nos Estados Unidos, estão aperfeiçoando um veículo para rodar 1,2 mil km por litro de gasolina comum para a disputa de uma competição que tem como objetivo aumentar a consciência sobre a eficiência dos combustíveis. Um carro anterior, produzido pela equipe da Politécnica da Califórnia, chegou a 1.067 km com um litro de combustível.

Ao todo, 50 equipes do escolas dos EUA e também da América do Sul irão disputar a competição na próxima semana, a Maratona Eco Shell, em Houston, no Texas.

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BBC
Universidade Politécnica da Califórnia
KCOY 12

ESTUDO APONTA CHUVA DE METANO A CADA MIL ANOS EM TITÃ, LUA DA SATURNO

28 de março de 2012

 Estudo aponta chuva de metano a cada mil anos em Titã, lua da Saturno
Um estudo realizado pelo pesquisador Ralph Lorenz, do Laboratório de Física Aplicada de Maryland, aponta que também há chuva no satélite Titã, de Saturno. A conclusão é baseada em dados coletados pela sonda Cassini, da Nasa.

De acordo com o trabalho, este fenômeno ocorre em algumas áreas do satélite, aproximadamente a cada 1000 anos, e o líquido que se precipita sobre sua superfície não é água, mas metano. Embora essa chuva ocorra em grandes intervalos de tempo, elas podem ser torrenciais, como a que ocorreu entre 2004 e 2010. Este fenômeno seria a causa dos profundos canais observados na superfície de Titã.

O próximo passo de Ralph Lorenz, que atualmente faz parte do projeto Titan Mare Explorer (TIME), é analisar durante 96 dias a composição química de um dos grandes lagos de Titã.

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BBC

DESCOBERTA DO "HOMEM DO CERVO VERMELHO" INTRIGA CIENTISTAS

29 de março de 2012
Descoberta do  
Uma nova espécie humana pode ter sido descoberta após a análise de fósseis encontrados no Sudoeste da China, indicou uma pesquisa divulgada na revista PLoS ONE. O chamado "Homem do Cervo Vermelho", que recebeu este nome porque se alimentava deste tipo de cervo gigante extinto, combina as características físicas modernas e arcaicas e teria vivido há 12 mil anos.

Entre as hipóteses de sua origem, essa nova espécie pode ter pertencido a um grupo que teria sobrevivido à Idade do Gelo ou poderia se tratar de uma migração prematura, desconhecida até então do homem moderno fora da África, que não teria contribuído geneticamente para o ser humano atual. Parte do mistério começará a se revelar após a extração do DNA dos ossos para o estudo. 

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PloS ONE

sexta-feira, 16 de março de 2012

CIENTISTAS APONTAM QUE LUA TERIA INFLUÊNCIA NO ACIDENTE COM O TITANIC



Cientistas apontam que Lua teria influência no acidente com o Titanic
O naufrágio do famoso transatlântico em abril de 2012 continua sendo objeto de análise e investigações de todo o tipo. Agora, astrônomos da Universidade do Texas-San Marcos realizaram um estudo que propõe uma nova causa para a tragédia. O resultado, embora curioso, mas nem por isso menos relevante, atribui à Lua parte da culpa pelo choque contra um grande iceberg que fez com que o navio naufragasse.

Após um grande trabalho científico investigativo (nas palavras dos autores do artigo, publicado na Sky & Telescope), chegou-se à conclusão que durante o mês de janeiro de 1912, poucos meses antes do acidente, a Lua e o Sol se alinharam e, ao mesmo tempo, a Lua teve a sua maior aproximação com a Terra em 1.400 anos, tendo seu pico ocorrido aos seis minutos da Lua Cheia, e um dia depois que a Terra teve seu momento de maior aproximação ao Sol. Estas condições, juntamente com um grau de coincidências beirando o impossível, teriam gerado uma maré excepcionalmente alta que, entre outras coisas, fez com que grandes icebergs perto da superfície se desprendessem e se deslocassem, acompanhando as correntes oceânicas do sul.

Por esse motivo, os cientistas acreditam que, embora a causa direta do naufrágio do Titanic tenha sido sua colisão com um iceberg, teria sido a posição incomum da Lua o que causou o aparecimento de uma grande quantidade de blocos de gelo, ou seja, as probabilidades de que esse acidente pudesse ocorrer naquele exato momento eram muito elevadas.

ASTEROIDE PASSARÁ MUITO PERTO DA TERRA EM 2013


Asteroide passará muito perto da Terra em 2013
Pesquisadores espanhóis do Observatório Astronômico de Mallorca (OAM) descobriram um novo asteroide, chamado 2012 DA14, que mede cerca de 44 metros de diâmetro e que passará mais próximo da Terra do que qualquer outro, dentro de aproximadamente 11 meses. Os cientistas do OAM se encarregaram de esclarecer ​​que, embora o asteroide passe tão próximo – a 30 mil quilômetros de distância - que será possível vê-lo usando simples binóculos, está completamente descartada a possibilidade de que ele se choque contra a Terra.

A Terra e o 2012DA14 possuem órbitas muito semelhantes (a do asteroide é de 366 dias), e o próximo encontro entre as duas trajetórias está previsto para 15 de fevereiro de 2013, quando estarão a apenas 28 mil quilômetros de distância um do outro, segundo estimativa do Programa de Objetos Próximos à Terra da NASA.

Caso um objeto do tamanho do 2012 DA14 colidisse com a Terra, o choque poderia ter um efeito devastador ao longo de dois mil quilômetros quadrados da superfície terrestre. Contudo, esta passagem tão próxima pode gerar uma mudança na órbita do asteroide, e, neste caso, os cálculos para prever uma colisão em um futuro distante teriam que ser refeitos.

terça-feira, 13 de março de 2012

NOVA TÉCNICA DE EXTRAÇÃO DE PETRÓLEO ESTARIA ASSOCIADA A TERREMOTOS NOS EUA


12 de março de 2012


Nova técnica de extração de petróleo estaria associada a terremotos nos EUA
Uma nova técnica de extração de petróleo, conhecida como “fratura hidráulica”, estaria relacionada aos terremotos registrados em Ohio, nos EUA, no final do ano passado. Por conta disso, na última semana, autoridades do estado norte-americano anunciaram normas mais rígidas para permitir a atividade. Chamada também de "fracking", este procedimento de extração é realizado com a injeção de água, areia e produtos químicos para liberar gás e petróleo, enquanto os resíduos tóxicos ficam depositados no subsolo.

Por conta da suspeita de que a “fratura hidráulica” poderia provocar terremotos, a partir de agora será proibido perfurar poços em determinadas condições geológicas. As empresas deverão fazer um detalhado relatório da área que será explorada e alguns instrumentos devem ser instalados para o controle da atividade. Dos dez terremotos registrados em Ohio em dezembro passado, o mais forte chegou a quatro graus na escala Richter.

NUVENS ESTÃO PERDENDO ALTURA, DIZ ESTUDO DA NOVA ZELÂNDIA

13 de março de 2012

Nuvens estão perdendo altura, diz estudo da Nova Zelândia
Enquanto a sociedade tende a se aproximar das nuvens, através da construção de edifícios cada vez mais altos, a natureza faz sua parte, e as nuvens começam a descer sobre nossas cabeças. Cientistas da Universidade de Auckland, da Nova Zelândia, realizaram um estudo, utilizando medições realizadas pela nave espacial Terra, da Nasa, em que se calcula o movimento e a altura média das nuvens.

Segundo o artigo publicado pela revista Geophysical Research Letters, as nuvens que vemos no céu perderam 1% de altura na última década. Podemos dizer que estão entre 30 e 40 metros mais baixas do que há dez anos.

Além da curiosidade destes dados, os cientistas advertem que se trata de um processo de causas desconhecidas, mas as consequências são de grande importância: caso esta tendência continue, as nuvens poderiam ajudar a resfriar o planeta de forma mais eficiente, retardando os efeitos do aquecimento global. Para saber se isso realmente vai acontecer, teremos que esperar novas medições da nave espacial Terra, uma vez que os dados coletados até este momento não são suficientes para confirmar esta hipótese.

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segunda-feira, 12 de março de 2012

O que é uma Alimentação Saudável?


A contagem de carboidratos deve ser inserida no contexto de uma alimentação saudável, que nada mais é do que aquela capaz de oferecer todos os nutrientes necessários para o corpo humano, promovendo saúde e bem-estar. Uma boa alimentação é importante para todas as pessoas, pois é a partir dos alimentos que o organismo retira os nutrientes necessários para seu crescimento e desenvolvimento, manutenção de tecidos, resistência às doenças, etc.
Uma das grandes conquistas na área de nutrição, e mais especificamente na terapia nutricional em diabetes, é a individualização do plano alimentar, respeitando necessidades nutricionais, hábitos alimentares, estado fisiológico, atividade física, medicação e situação socioeconômica.
Assim, para uma pessoa suprir suas necessidades nutricionais é necessário haver a combinação de vários alimentos, pois alguns nutrientes estão mais concentrados em um determinado grupo de alimentos do que em outro.
A pirâmide alimentar pode ser um bom guia na escolha de alimentos para compor as refeições do plano alimentar.

CALORIA DOS ALIMENTOS
Define-se como caloria a representação métrica de energia produzida por determinados nutrientes (carboidratos, proteínas e lipídios)quando metabolizados pelo organismo. O carboidrato e a proteína, quando totalmente metabolizados no organismo, geram 4kcal de energia por grama, enquanto o lipídio (gordura) gera 9kcal. Em contrapartida, outros nutrientes, como vitaminas 9 manual oficial de contagem de carboidratos sbd e minerais (a exemplo do cálcio, do ferro e do iodo), não geram energia, mas são de extrema importância para o organismo, pois são compostos que ocorrem em quantidades diminutas nos alimentos e têm funções específicas e vitais nas células e nos tecidos do corpo humano. A água, igualmente essencial à vida, embora também não seja geradora de energia, é o componente fundamental do corpo humano,ocupando dois terços do organismo. O álcool, por outro lado, é uma substância que, ao ser metabolizada, gera energia alimentar (1g de álcool possui aproximadamente 7kcal), porém não é considerado um nutriente por não contribuir para o crescimento, a manutenção ou o reparo do organismo. 
MACRONUTRIENTES
Carboidratos (glicídios)

Apesar de a Associação Americana de Diabetes (ADA, 2003)recomendar que a quantidade de carboidratos seja estabelecida de acordo com as metas de tratamento na prática, utiliza-se uma recomendação diária de 50% a 60%do valor calórico total.
A classificação dos carboidratos reflete o fato de que todos se transformam a partir da glicose, originando unidades mais simples e mais complexas. Os carboidratos simples mais encontrados nos alimentos são glicose, frutose, sacarose e lactose e, entre os complexos, o amido.
As fibras são também classificadas como carboidratos e são importantes na manutenção e no bom desempenho das funções gastrointestinais e conseqüente prevenção de algumas doenças.
As fibras são classificadas como solúveis e insolúveis, tendo as primeiras importante função no controle glicêmico. As fibras insolúveis são importantes na fisiologia intestinal. A recomendação é a ingestão de 21-30g de fibras, quantidade igual à aconselhada para a população em geral.

Proteínas
As proteínas do plano alimentar estão envolvidas na síntese do tecido protéico e em outras funções metabólicas específicas, como processos anabólicos,fonte de energia,papel estrutural, etc.
A recomendação de ingestão diária é, em geral, de 15% a 20%do valor calórico total. Para pacientes diabéticos que apresentam complicações da doença, a quantidade protéica a ser ingerida deve receber orientação nutricional específica.

Lipídios
Os lipídios são componentes orgânicos dos alimentos que, por conterem menos oxigênio que os carboidratos e as proteínas, fornecem taxas maiores de energia.São também importantes condutores de vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K)e possuem ácidos graxos essenciais.
Na prática, recomenda-se uma ingestão diária de até 30% do valor calórico total. Porém, a Associação Americana de Diabetes recomenda que os lipídios sejam estabelecidos de acordo com as metas do tratamento, distribuindo os 30% em até 10% de ácidos graxos saturados, 10% de monoinsaturados e 10% de poliinsaturados. 
EFEITOS DOS NUTRIENTES NA GLICEMIA
Contagem de carboidratos: definição
Os macronutrientes, como geradores de energia, são as fontes exógenas de produção de glicose. forma, influenciam diretamente a elevação da glicemia. Contudo não são todos absorvidos e utilizados em sua totalidade ou na mesma velocidade. Entre 35%e 60%das proteínas são convertidas em glicose em três a quatro horas e somente 10%das gorduras podem ser convertidas em aproximadamente cinco horas ou mais.
O carboidrato é o nutriente que mais afeta a glicemia – quase 100% são convertidos em glicose em um tempo que pode variar de 15 minutos a duas horas. Os estudos mostram que os carboidratos simples não necessitam ser tão restringidos como no passado e podem constituir um terço da ingestão total de carboidratos. Os não-refinados, com fibra natural intacta, têm distintas vantagens sobre as versões altamente refinadas, em virtude dos seus outros benefícios, tais como menor índice glicêmico, maior saciedade e propriedades de ligação com o colesterol. Por volta de 1980, as Associações Americana e Britânica de Diabetes finalmente abandonaram a antiquada estratégia de dietas restritas em carboidratos para os indivíduos diabéticos, visando, em lugar disso, uma dieta controlada em gorduras, porém mais rica em carboidratos complexos e fibras alimentares. A Figura 2 mostra a resposta glicêmica de alguns alimentos fontes de carboidratos.
Desta forma, os carboidratos, de todos os macronutrientes, são os maiores responsáveis pela glicemia pós-prandial, evidenciando que a prioridade deve ser a quantidade total de carboidrato, e não mais a qualidade do mesmo. Vale ressaltar que os macronutrientes podem estar presentes de maneira combinada em um único alimento e/ou refeição e podem, desta forma, alterar a resposta glicêmica.
  

Onde encontrar carboidratos
Os carboidratos podem ser conhecidos como glicídios, hidratos de carbonos, açúcares ou através de algumas siglas, como HC, CHO. Podem ser encontrados adicionados ou naturalmente nos alimentos. Os alimentos que devem ser contabilizados quanto à quantidade de carboidratos são: pães, biscoitos e cereais; macarrão, arroz e grãos; vegetais; leite e iogurtes; frutas e sucos; açúcar, mel e alimentos que contêm açúcar. Outros contêm carboidrato e proteína, como feijão, ervilha, lentilha e soja; e ainda existem outras combinações que contêm carboidrato, proteína e gordura, como pizzas e sopas.

Aplicando a contagem de carboidratos
Para o método de contagem de carboidratos é importante levar em conta o total de carboidratos consumido por refeição. A distribuição deverá obedecer às necessidades diárias, previamente definidas, deste nutriente associadas com a anamnese do indivíduo, onde se identifica o consumo real por refeição.
Entre os métodos de contagem de carboidratos existem dois que são mais amplamente utilizados.

Lista de equivalentes e contagem em gramas de carboidratos

No método 1, os alimentos são agrupados de tal forma que cada porção de alimento escolhido pelo paciente corresponde a 15g de carboidratos, classificando-os em categorias (grupo de alimentos) e porções de uso habitual de nossa realidade. Os grupos são formados com base na função nutricional e na composição química.
A lista de equivalentes, trocas, substitutos ou escolhas (Tabela 1)classifica em categorias e porções baseadas em gramas de carboidratos, proteínas e gordura. Usar a lista de equivalentes no plano alimentar facilita a contagem de carboidratos (Anexo 1).
No plano alimentar, pode haver trocas de porções de amido por porções de frutas. Isto pode acontecer porque um equivalente de cada porção de amido ou fruta fornece 15g de carboidratos. Os alimentos do grupo do leite fornecem 12g de carboidrato (Tabela 1).
O método 2 consiste em somar os gramas de carboidratos de cada alimento por refeição, obtendo-se informações em tabelas e rótulos dos alimentos. Pode-se, de acordo com a preferência do paciente e com os carboidratos predefinidos por refeição, utilizar qualquer alimento (Tabela 2). É importante lembrar que o peso do alimento (em gramas)é diferente do total (em gramas)de carboidrato do alimento. Um alimento pode pesar 250g e conter apenas 15g de carboidrato.
É possível utilizar o manual para avaliar gramas de carboidratos de uma refeição (Tabela 2).
  
Qual o melhor método?
O método de contar carboidratos por gramas oferece informações mais precisas, porém mais trabalhosas, pois para o bom ajuste é importante que se pesem e meçam os alimentos, utilizando informações de embalagens e tabelas de referência. Estimar carboidratos por substituições é um método mais simples, mas não tão preciso.
A escolha do método deve ir ao encontro da necessidade do paciente e à do profissional responsável pela orientação, sendo que muitas vezes estes métodos podem ser utilizados ao mesmo tempo.

Iniciando a contagem de carboidratos
Após definidas as necessidades nutricionais (valor energético total [VET]), calcula-se a quantidade de carboidratos em gramas ou por número de substituições por refeição.

Contagem de carboidratos em diabetes melito tipo 2 (DM2)

Verifique um exemplo de como poderia acontecer:
* calcula-se o VET de 1.800kcal;
* consideram-se 60%de CHO – isto se traduz em 270g de CHO a serem distribuídos no dia todo;
* de acordo com a anamnese, define-se a quantidade de carboidratos/refeição (na Tabela 3 é apresentada apenas uma refeição: café da manhã).
Deve-se observar que há diferenças entre os dois métodos no total de carboidratos por refeição.No método 1, o total é de 60g, relativos a 4 substituições x 15. No método 2, o total é de 51g. Esta variação não implica erros, mas deverá ser considerada na prescrição do tratamento, sendo a monitorização primordial para o sucesso da terapia.
  
Em pacientes com controle alimentar exclusivo e/ou em uso de antidiabético oral, é importante estimular a ingestão das mesmas quantidades de CHO por refeição, sempre nos mesmos horários. No exemplo são utilizados 51g de carboidratos ou quatro substituições para o café da manhã.
Existem situações especiais em que pacientes com controle alimentar e em uso de antidiabético oral que estimula a liberação da insulina e que é utilizado nas refeições devem ser considerados pela equipe para maior flexibilização do plano alimentar.

Contagem de carboidratos em diabetes melito tipo 1(DM1)
Em terapia convencional
Seguindo o exemplo abaixo é possível visualizar as condutas para o DM1 em terapia convencional.
Verifique um exemplo de como poderia acontecer:
* um adulto com diabetes tipo 1;
* calcula-se o VET de 2.500kcal;
* consideram-se 60%de CHO – isto se traduz em 375g de CHO a serem distribuídos no dia todo;
* de acordo com a anamnese, define-se a quantidade de carboidratos/refeição (na Tabela 4 é apresentada apenas uma refeição: café da manhã).
Deve-se observar que há diferenças entre os dois métodos no total de carboidratos por refeição. Utilizando-se o método 1, o total é de 75g, relativos a 5 substituições x 15. Pelo método 2, o total é de 65g. Esta variação não implica erros, mas deverá ser considerada na prescrição do tratamento, sendo a monitorização primordial para o sucesso da terapia.
Assim como no DM2, é importante estimular a ingestão das mesmas quantidades de CHO por refeição, sempre nos mesmos horários. Nesta terapia não existe a possibilidade de flexibilização das quantidades de carboidratos a serem ingeridas, apenas das substituições.


Em terapia intensiva com múltiplas doses
Neste tipo de terapia é possível definir a quantidade de insulina rápida ou ultra-rápida em função da quantidade de carboidratos por refeição.
As doses de insulina para cobrir os gramas de carboidratos são denominadas bolos de alimentação e poderão ser aproximadas, em terapia de múltiplas doses, de acordo com a evolução das glicemias pós-refeição.
Entre as formas de estabelecer a razão carboidrato versus insulina, algumas regras podem ser utilizadas, como:
* para o adulto pode-se partir de uma regra geral onde 1UI de insulina rápida ou ultra-rápida cobre 15g ou uma substituição de carboidrato. Pode-se também utilizar o peso corporal para estimar a relação insulina: CHO, de acordo com a Tabela 5;
* para crianças e adolescentes, a relação é de uma unidade de insulina para 20-30g de HC, ou pode-se utilizar a regra de 500, onde se dividem 500 pela dose total de insulina/dia.

De acordo com os exemplos acima, se o paciente estiver em terapia intensiva com duas aplicações de picos de insulina NPH, utilizando a razão de 1:15, pelo método 2, consumindo 65g de carboidratos nesta refeição, necessitará de 4, 3UI de insulina, aproximando-se de 4UI (rápida ou ultra-rápida). Caso seja utilizado o método 1, isto é, o das substituições, ele estaria utilizando cinco substituições e necessitaria de 5UI de insulina (rápida ou ultra-rápida).
Estas regras devem funcionar como um ponto de partida, necessitando ser adequadas individualmente, conforme o tipo de terapia insulínica, a análise da sensibilidade insulínica, os fatores que influenciam esta relação, as particularidades e a rotina de cada um. Isto será considerado pela equipe durante a fase de adaptação ao método.
Admitindo-se que possa ocorrer associação entre os picos de ação de insulina NPH e da insulina de ação rápida e ultrarápida, não se recomenda a aplicação de bolos de alimentação para os lanches intermediários. Quando em uso de glargina, a necessidade de bolo para estes lanches deve ser reavaliada através da monitorização.

Em terapia intensiva com bomba de infusão
Na terapia com bomba, a contagem de carboidrato é imperativa, pois a bomba é capaz de liberar com precisão a insulina necessária 24 horas ao dia, tentando imitar a secreção insulínica de um pâncreas saudável. Em todas as refeições o bolo de alimentação deverá ser administrado em doses mais precisas.
Utilizando o exemplo anterior, o paciente não necessitaria aproximar o bolo de alimentação, ou seja, ele aplicaria exatamente 4,3UI de insulina, e não 4UI.
Embora o fracionamento das refeições seja sempre enfatizado como uma prática saudável, torna-se imprescindível nos pacientes em terapia convencional e múltiplas doses com NPH pelo maior risco de apresentarem hipoglicemia, o que não ocorre com os pacientes em terapia de múltiplas doses com glargina e bombas de infusão de insulina.
O momento para aplicação de insulinas de ação rápida e ultra-rápida:
•             insulina rápida – 30 minutos a uma hora antes das refeições;
•             insulina ultra-rápida –15 minutos ou imediatamente antes das refeições.
Estas recomendações devem ser seguidas por aquelas pessoas que têm certeza que vão consumir integralmente o que foi estabelecido para uma determinada refeição. No caso das crianças, sugere-se que a aplicação dos bolos seja feita imediatamente após a ingestão do alimento, sendo a quantidade ajustada à real ingestão. 
CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES
Açúcar e doces
Os portadores de diabetes podem incluir o açúcar em seu plano alimentar desde que o total de carboidratos fornecidos por ele seja contabilizado dentro da proposta de uma alimentação saudável.
É importante alertar, porém, que doces e açúcares não contêm fibras, vitaminas ou minerais e, além disso, mesmo que em pequenas porções, contêm muitas calorias, podendo conduzir ao ganho de peso.

Fibras
As fibras são encontradas nos vegetais, principalmente em folhas, talos, raízes, sementes, bagaços e cascas. As principais fontes são frutas, verduras, legumes, farelos de aveia e de cevada, além das leguminosas.
As fibras diminuem a absorção dos carboidratos. Como mencionado, embora pertençam ao grupo de carboidratos, as fibras não são digeridas e absorvidas como os demais de sua referida classe. Sua função principal é auxiliar no melhor desempenho gastrointestinal, sendo basicamente expelidas por completo. Em alguns casos, quando o alimento contiver cinco ou mais gramas de fibras por porção, deve-se subtrair tal valor do total de gramas de carboidrato calculado, a fim de determinar quanto carboidrato será convertido em glicose.
Por exemplo: em um alimento que contém 48g de carboidrato e 8g de fibra, devemos reduzir os 8g de fibra do total de carboidrato:
* 48g de carboidrato - 8g de fibra = 40g de carboidrato disponível (a ser transformado em glicose)
Deve-se ficar atento à quantidade de fibras encontradas nos rótulos dos alimentos, principalmente no caso de frutas secas e farelos.

Índice glicêmico

Os alimentos diferem na sua resposta glicêmica e, embora as dietas com baixo índice glicêmico possam reduzir a resposta glicêmica pós-prandial, os estudos a longo prazo não têm confirmado estes achados. Desta forma, a monitorização da glicemia ainda é considerada um guia para identificar as respostas específicas de cada alimento sobre a glicemia.

Proteínas
As quantidades de proteína são importantes, embora não sejam o principal foco na contagem de carboidratos. Aproximadamente 35% a 60% da proteína ingerida é convertida em glicose, elevando a glicemia em aproximadamente quatro horas. O efeito das proteínas na glicemia deverá ser considerado se ultrapassar uma porção (na refeição), como acontece.
Veja o exemplo abaixo:
* 1 bife (médio)=90g;
* raciocínio: 90g carne = 25g proteína. Considerando que 60% se convertem em glicose, 25 x 0,6 = 15g de carboidrato.
É conveniente, também, lembrar que, quando ingerimos quantidades excessivas de proteína em uma refeição, acabamos por ingerir mais gordura e,se a perda ponderal for indicada, isto deverá ser levado em consideração.

Gorduras
A gordura dos alimentos também eleva a glicemia apenas quando ingerida em grandes quantidades, embora tenha alto teor calórico. Isto porque apenas 10% do seu total é responsável pelo aumento da glicose. Além disto, por ser um macronutriente de lenta absorção, tal elevação resultante pode ocorrer apenas quatro a cinco horas após sua ingestão.
Os portadores de diabetes com excesso de peso devem reduzir a quantidade de gorduras na dieta por serem estas extremamente calóricas. A redução de peso corporal resultará na melhora da ação da insulina e conseqüentemente na melhora do controle glicêmico. A diminuição da gordura na dieta também trará como benefício a redução do colesterol e dos triglicerídeos.

Bebidas alcoólicas
A ingestão de bebidas alcoólicas, sem alimentos, pode provocar hipoglicemia tanto em pessoas que usam insulina como naquelas que utilizam hipoglicemiantes orais. Assim, não se deve beber de estômago vazio. Deve-se observar o comportamento do organismo com a ingestão de álcool, realizando glicemias antes e duas horas após, para avaliar e adequar a dose de insulina a ser administrada. O álcool não é convertido em glicose, e sim metabolizado de forma semelhante às gorduras. Não deve ser considerado escolha de carboidrato no momento da decisão de quantas unidades de insulina devem ser aplicadas. Um grama de álcool contribui com 7kcal no plano alimentar.
Portadores de diabetes que utilizam antidiabéticos orais podem apresentar reações como palpitações, rubor facial e calor ao ingerirem bebida alcoólica. O limite de ingestão de álcool recomendado pela ADA é de duas porções/semana, ou seja, duas latas de cerveja (350ml cada), ou duas taças de vinho seco (150ml cada), ou duas doses de bebida destilada (50ml cada).

Monitorização
O maior objetivo da terapia nutricional é alcançar o controle glicêmico; assim, a automonitorização se torna imprescindível tanto no DM1 quanto no DM2.
Deve-se incentivar o paciente a medir as glicemias pré-prandiais e duas horas pós-prandiais e, em seguida, inserir os dados das glicemias em um diário e/ou programa específico do glicosímetro, para que os resultados sejam revisados, avaliados e utilizados, auxiliando na determinação de suas necessidades nutricionais, esquema medicamentoso e atividade física.
A equipe de saúde deve negociar individualmente as metas de glicemia e freqüência, evidenciando que todo e qualquer resultado obtido na glicemia será útil,ajudando a avaliar quando as metas estão sendo alcançadas, ou quando precisamos rever algum detalhe. Nem toda glicemia alterada é reflexo de um abuso alimentar. Estresse, infecção, mudança na atividade física, dose incorreta da medicação são causas que devem ser investigadas.
Aos pacientes em terapia insulínica intensiva podem-se ensinar técnicas de como corrigir as hiperglicemias. Ao avaliar as glicemias pré e pós-prandiais, monta-se a tabela de correção, onde a equipe evidencia intervalos de glicemia, determinando respectivas doses de insulina rápida/ultra-rápida a serem aplicadas.Outra técnica utilizada é que 1UI diminui a glicemia em 45mg/dl aproximadamente.
Vale ressaltar que a sensibilidade insulínica, ou seja, a capacidade média da insulina em baixar a glicemia plasmática, é individual, não podendo ser aplicada uma mesma regra para todos os indivíduos. Tempo de diabetes, horários, quantidade total de insulina no dia podem auxiliá-lo.

Hipoglicemia
A automonitorização é útil para a identificação de hipoglicemias que podem ocorrer sem sintomas, principalmente nos pacientes com muito tempo de diagnóstico do diabetes.
Na presença de glicemias inferiores a 60mg/dl, deve-se proceder da seguinte maneira:
* ingerir 15g de carboidratos simples, como, por exemplo:
– uma colher de sopa rasa de açúcar;
– 150ml de refrigerante comum (não-dietético);
– 150ml de suco de laranja;
– três balas de caramelo;
* aguardar 15 minutos e verificar a glicemia (ponta de dedo) novamente. Caso a glicemia permaneça menor do que 70mg/dl, repetir o esquema anterior.
O consumo de açúcar poderá acontecer desde que o controle glicêmico esteja perfeito. O consumo excessivo desses alimentos acarretará ganho de peso e aumento da necessidade de insulina, que poderá ser prejudicial à saúde, além de não contribuir com nutrientes essenciais.
Importante fazer as seguintes orientações:
* ingerir somente a quantidade de carboidrato planejada;
* testar a glicemia de 1h30 a 2h e 4h a 5h após a refeição;
* o ideal é que depois de duas horas a sua glicemia esteja menor do que 140mg/dl (de 100 a 140 mg/dl).
O profissional da saúde deverá orientar o paciente nas ocasiões especiais.

Exercício e condicionamento físico
O exercício físico é recomendado pela ADA como um componente do tratamento do diabetes. Tanto no diabetes tipo 1 como no tipo 2, o exercício físico pode melhorar a sensibilidade à insulina, baixar os níveis de glicose sangüínea e ter efeitos psicológicos positivos. Para prevenir hipoglicemias e hiperglicemias, são necessários ajustes na dosagem de insulina, monitorização capilar e atenção com o plano alimentar, principalmente em torno do horário da atividade física. O condicionamento determina a fonte a ser utilizada durante a prática de atividades físicas. Quanto menos condicionada a pessoa para certo exercício específico, maior a probabilidade de queda glicêmica. Com o tempo, conforme o indivíduo adquire condicionamento, os depósitos de glicogênio se expandem, a eficiência muscular aumenta e a glicemia sofre menor ou nenhuma queda. Note que isto também vale para atividades que envolvam diferentes músculos.
A conduta a ser adotada dependerá do tipo de insulinoterapia aplicada. Em pacientes com a bomba de insulina, a função de redução temporária da basal (insulina administrada para a glicose do fígado) é ativada e a prévia ingestão de alimentos será necessária apenas se a glicemia estiver abaixo do patamar estipulado pelo método. Também os usuários da bomba têm liberdade de praticar esportes mais espontaneamente, já que não existe insulina estocada, não sendo necessário considerar os picos de insulina NPH.
Para os pacientes em múltiplas doses, a contagem de carboidratos será mais uma aliada no combate às hipoglicemias provocadas pelo exercício físico, pois com a técnica será possível aumentar a quantidade de gramas de carboidratos sem mexer com a dose de insulina (bolo)relativa à refeição anterior à atividade física, proporcionando, assim, uma relação menor de insulina/CHO ou, ainda, principalmente no caso do paciente com excesso de peso, diminuir a dose da insulina do bolo da refeição anterior à atividade física sem mexer com a ingestão dos carboidratos. No esquema convencional de insulina é recomendado apenas adicionar cotas de carboidratos na refeição que precede a atividade física e manter a monitorização. A quantidade e o tipo de carboidrato a ser adicionado deverão ser condicionados à intensidade e ao tempo de duração da atividade física e às variações individuais de sensibilidade. É importante lembrar que os efeitos da atividade física podem ser tardios e, mais uma vez, a monitorização passa a determinar o tipo de intervenção.
Em qualquer caso, porém, a prática de atividades físicas é recomendada e bem-vinda, pois os exercícios aumentam a sensibilidade à insulina, tendendo a diminuir o nível de glicose no sangue.

Gestação
A sensibilidade insulínica varia no decorrer da gestação, sendo imprescindível a monitorização constante para reconhecer as variações da sensibilidade insulínica, determinando-as e alternando-as em tempo correto.
Desta forma, deve-se também atentar para prováveis alterações das relações de bolo x carboidrato ao longo do dia e conforme o ciclo gestacional.

Rótulo dos alimentos
É importante conhecer a composição dos alimentos que serão consumidos observando o rótulo contido na embalagem. A informação nutricional do alimento mostra as quantidades de macronutrientes, fibras, entre outros, em gramas por porção do alimento. Vale ressaltar a importância de os pacientes serem estimulados à pesagem dos alimentos que serão consumidos para definição do tamanho da porção, caso a informação contida no produto seja por 100g (Tabela 6).
Como proceder à leitura de rótulos com informação nutricional por porção (na embalagem):
* checar o tamanho da porção que está sendo avaliada na embalagem (nem sempre é o tamanho da porção que será consumida);
* quantidade total de gordura:até 5g/porção de alimento é saudável;
* quantidade total de carboidratos;
* valor calórico.